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  • Vacina na Alemanha contra o Coronavírus (Covid-19)

    Vacina na Alemanha contra o Coronavírus (Covid-19)

    By Pacelli Luckwü on 19/12/2020
    Vacina na alemanha
    U.S. Secretary of Defense, Pfizer-BioNTech COVID-19 vaccine (2020) C (cropped)CC BY 2.0

    A vacina na Alemanha contra o corona está na porta

    Estamos nas vésperas do natal e nas vésperas do início da vacinação contra o Corona vírus na Alemanha.

    A Alemanha começa a pandemia como modelo

    No início da pandemia, a Alemanha despontava como modelo para o mundo.

    E não era pra menos. Ainda em março e abril, o país conseguiu rastrear boa parte das infecções dentro de suas fronteiras.

    Em todos os noticiários, víamos que a Alemanha era, e ainda é, o país com a maior quantidade de leitos de tratamento intensivo por cem mil habitantes.

    O governo federal foi ágil ao anunciar e executar medidas de apoio às empresas e aos empregados e ao decretar as restrições que visavam achatar a curva de contágio.

    Bilhões de euros foram dados às empresas sem que elas sequer precisassem devolver.

    Relaxamento das regras

    Com o verão, veio também o relaxamento das regras. E todos sentiram um leve retorno à normalidade, mesmo que limitada.

    E mesmo com a reabertura parcial das coisas, os números não eram motivo de tanta preocupação. Ao menos não como estão sendo agora, em dezembro.

    Retorno das medidas restritivas

    A partir do dia 2 de novembro, o governo volta a impor medidas restritivas. Aqui levaram o nome de Light Lockdown.

    E ,basicamente, tudo ligado à diversão foi fechado. Restaurantes, cafés, teatros, cinemas, hotéis…

    E essas medidas foram justificadas como necessárias, e talvez suficientes, para frear um avanço do contágio do Coronavírus.

    Esperava-se que, com a queda da temperatura, o número de infecções cresceria, já que as pessoas tendem a passar muito mais tempo dentro de lugares fechados, como em cafés e restaurantes. Mas, com estes fechados, o problema seria ao menos em parte resolvido.

    Forte aumento dos casos

    E foi exatamente depois do lockdown light que as coisas começaram a desandar na Alemanha.

    Se você olhar qualquer gráfico de mortes no país por conta da doença, verá que no dia 2 de novembro foram 156. No dia 3 de novembro foram 48.

    (Você pode conferir esses números em qualquer site. Usei alguns sites em alemão para minhas pesquisas, mas você pode checar na página principal do google só digitanto Corona hoje Alemanha. Ou clicando aqui.)

    Hoje, dia 19 de dezembro, às vésperas de natal e às vésperas do início da vacinação, temos dias em que o número de óbitos se aproxima de 1000.

    A Alemanha vai perdendo espaço como país modelo no combate ao Corona.

    Volta do hard lockdown

    Diante dos números crescentes, a Alemanha decretou um lockdown mais severo, o hard lockdown, para o dia 16 de dezembro, às vésperas de natal.

    O comércio anunciou, de acordo com o jornal Tagesspiegel, um prejuízo de 12 bilhões de euros. E isso só por terem de fechar entre o dia 16 de dezembro e 10 de janeiro.

    Só a indústria dos fogos de artifício, que conta com cerca de 3000 empresas, estima perdas de 130 milhões de euros.

    O Estado alemão assume novas dívidas

    Para 2020, foram 160 bilhões de euros em novas dívidas. Em 2021 esperam mais 180 bi, para um orçamento gigantesco de 500 bi.

    Para ver com mais detalhes esses números, procure no nosso instagram @agendaberlim. No IGTV tem uma live só sobre isso.

    Tá. Mas e a vacina na Alemanha? Quando começa? Quem vai tomar?

    A vacinação na União Europeia demorou um pouco mais para receber o OK dos órgãos reguladores. Muitas foram as críticas à demora.

    Enquanto os EUA, Canadá e Reino Unido já estavam vacinando sua população, a UE ainda fiscalizava a vacina feita por uma empresa, a BioNtech, de um de seus países membros, a Alemanha.

    E depois da demora, a aprovação deverá sair agora, de acordo com a RTL, no dia 21 de dezembro.

    Mas a vacinação na Alemanha só deve começar no dia 27.

    Quem receberá primeiro?

    O ministro da saúde alemão, Jens Spahn (CDU), anunciou a divisão.

    Serão ao todo 4 Grupos. Sendo o primeiro, Grupo 1 a prioridade máxima.

    O Grupo 1 são pessoas com mais de 80 anos e as equipes de unidades de tratamento intensivo.

    O segundo grupo são os com mais de 70 anos, pacientes de uma série de doenças e pessoas que têm contato com eles.

    O Grupo número 3 são os com mais de 60 anos, pessoas com algumas doenças crônicas, policiais, bombeiros etc.

    E o Grupo 4 são aqueles que não pertencem aos anteriores.

    Espera-se que até o final do verão de 2021, haverá ampla cobertura da vacina na Alemanha.

    E os alemães vão tomar mesmo essa vacina?

    Aí é que recomeça o problema. Em abril, cerca de 79% dos alemães se diziam abertos a tomar uma vacina contra o Coronavírus.

    Pois eis que em dezembro a porcentagem estimada de alemães dispostos a tomar a vacina caiu para 49%, como relatado pelo jornal Ärzte Zeitung.

    Para complementar a preocupação das autoridades, inclusive de Karl Lauterbach, especialista em saúde do partido SPD, a disposição dos profissionais de saúde para tomar a vacina não é muito melhor do que a do resto da população, como relatado no site do Ärzte Blatt.

    E no final das contas…

    E no final das contas é que se a vacina na Alemanha não funcionar como desejam e esperam os especialistas e autoridades, um sinal estará sendo enviado para o mundo, já que a primeira, e até agora principal, vacina é alemã.

    Imaginem só se nem os alemães quiserem tomar sua própria vacina…

    Outro grande problema é que para se atingir uma imunidade de rebanho segura, deve-se ter ao menos 70 ou 75% da população vacinada. Muito, mas muito acima dos atuais 49% dos alemães.


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  • Por conta do Covid-19, partido de Angela Merkel cresce em popularidade

    Por conta do Covid-19, partido de Angela Merkel cresce em popularidade

    By Pacelli Luckwü on 04/04/2020
    Por conta do Covid-19, partido de Angela Merkel cresce em popularidade
    O infame Covid-19

    Desde o início da pandemia de Covid-19, boa parte da economia alemã parou e foi fortemente prejudicada.

    Mas, como de costume, há os ganhadores. Os fabricantes de papel higiênico viram a demanda por seus produtos explodir (mesmo o Coronavírus só causando diarréia raríssimamente), assim como algumas grandes empresas de compras online e, claro os supermercados, que tiveram faturamento 70% maior.

    Entretanto, não só o mundo da economia foi chacoalhado. O mundo político tem passado por reviravoltas.

    Partidos tradicionais antes do Covid-19

    Antes de toda a história com o Coronavírus, os partidos mais tradicionais da Alemanha, chamados Volkspartei (partidos populares), caíam nas intenções de votos praticamente a cada mês desde as eleições de setembro de 2017.

    SPD

    O partido SPD (Social Democrata), de centro-esquerda que formou coalizão com o CDU de Angela Merkel, chegou a amargar 11% da preferência do eleitorado numa pesquisa feita em dezembro de 2019.

    Essa porcentagem de votos para um partido que elegeu alguns dos chanceleres mais importantes do país é um péssimo resultado.

    E a cada eleição estadual, o SPD caía cada vez mais nos últimos anos.

    CDU/CSU

    A união CDU/CSU (Democratas cristãos), de centro-direita, também sofreu bastante nos últimos anos.

    Esse é o principal partido alemão, que mais elegeu chanceleres.

    A CDU é o partido que governou o imediado pós-guerra na Alemanha, tendo Konrad Adenauer como líder, o partido que, com Ludwig Erhardt, promoveu a milagre econômico alemão e que, a partir de 1989, com a queda do muro de Berlim, foi o principal responsável pelo sucesso da unificação alemã na figura de Helmut Kohl.

    Entretanto, nos últimos anos, o partido vinha caindo muito na aprovação dos eleitores. Imagine um partido que sempre rondou os 40% dos votos, de repente cair para 24%. Uma queda muito drástica. E não faz muito tempo, foi no ano passado, em 2019.

    Falava-se muito na imprensa daqui sobre o fim dos Volkspartei, os partidos mais populares.

    E em quem ganhou com a queda dos Volkspartei?

    Olhando as inteções de voto, vemos um achatamento dos partidos de centro. As pontas crescem.

    O partido de direita, o AfD (Alternativa para Alemanha, é bem recente, criado em 2013.

    Apesar de todas as polêmicas nas quais se envolve, sendo uma de suas alas claramente envolvida com o nacionalismo radical, chegou a ter 16% de inteções de voto.

    O AfD, um partido de 2013, e o SPD, o mais antigo da Alemanha e que já governou o país, chegaram a encostar um no outro!

    Outro partido que, até a disseminação do Covid-19 tinha se saído como grande vencedor foi o partido verde o Grüne.

    O partido foi muito ajudado pela insatisfação do eleitorado com os partidos tradicionais e, principalmente, pelo fato da importância dada à pauta ecológica.

    Falou-se muitas vezes por aqui que o Partido Verde poderia se tornar um novo Volkspartei.

    No ano passado, o Grüne chegou a bater 27% dos eleitores pesquisados! E isso para um partido que até 2017 dava saltos de alegrias se chegasse aos 10%.

    O que alterou com o Covid-19?

    Tudo!

    Grosso modo, o que explica grande parte da mudança é a alteração da pauta.

    Se antes o Partido Verde ganhava com pauta ecológica e o AfD com os problemas migratórios, agora a pauta é saúde e economia.

    Hoje a população vê o ministro da saúde Jens Spahn, do CDU, na imprensa todo dia. As pessoas reconhecem o bom trabalho dele.

    As pessoas percebem que, por mais que a situação seja difícil, a Alemanha tem bons números a mostrar.

    Mas além de tudo isso, um fator difícil de contabilizar, porém não deve ser desprezado é que em momentos de crise, a população tem preferência por quem tem mais experiência, no caso o CDU/CSU.

    Uma notinha aqui. O CSU é um partido irmão do CDU, só que apenas na Baviera, e o governador desse estado, Marcus Söder tem se saído como grande vencedor político de toda essa história, pois tem feito um bom trabalho e tem aparecido bastante.

    E como tá o cenário político agora?

    Eu fiz uma tabelinha me utilizando de dados do Forsa Umfrage que faz pesquisas frequentemente simulando se as eleições federais alemãs fossem hoje.

    E olha só o resultado:

    Por conta do Covid-19, partido de Angela Merkel cresce em popularidade
    Por conta do Covid-19, partido de Angela Merkel cresce em popularidade

    Eu basicamente comparei os dados de fevereiro desse ano com abril. E olha só a diferença em tão pouco tempo.

    Podemos dizer que mesmo em períodos de crise, como a que estamos vivendo agora, sempre há quem ganhe, sejam alguns setores específicos da economia sejam alguns partidos políticos, eu arriscaria dizer que o mais experiente.

    É claro, porém que o CDU está sendo visto como um partido que está dando as respostas certas e de maneira ágil, caso contrário, mesmo com toda experiência governando a principal economia da Europa, não teria subido tanto no conceito do eleitorado.

    Resta esperar para ver se essa tendência se mantém ou se vai desaparecer junto com a crise do Covid-19.


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  • Museu Pergamon

    Museu Pergamon

    By Pacelli Luckwü on 09/03/2020

    O museu Pergamon é um dos pontos mais imperdíveis de Berlim.

    Quando me perguntam o que não se pode perder em Berlim, o Pergamon é uma das primeiras coisas que me vem à cabeça.

    Ah, mas eu não curto tanto museu, acho uma chatice… Mesmo assim. Tem que ir.

    Ah, mas eu já conheço o British Museum, o Louvre, o MET…

    Não importa, ainda assim vale a pena conhecer o Pergamon. E vou te convencer, o que não é difícil graças ao próprio museu, nos próximos parágrafos.

    Por que o Museu Pergamon é imperdível

    Nesse post eu vou falar bastante sobre a história do museu, história das coleções e as principais peças.

    Porém, eu costumo convencer as pessoas a ir no Pergamon dizendo que lá você encontrará remontado com materiais originais uma das entradas da Babilônia!!!

    Além disso, você vê a entrada do Mercado de Mileto. Tudo em tamanho original (ou muito próximo disso).

    Acha pouco? Que tal ver peças de 4, 5 ou 6 mil anos atrás? Muita coisa bem preservada e bem feita. Algum ancestral seu pode ter manuseado aquilo.

    Nós estamos cronologicamente mais próximos da Roma Antiga ou da Grécia Clássica, do que eles estavam de Uruk e do império Ácade.

    Ilha dos Museus

    O Museu Pergamon fica na ilha dos museus, local tombado pela Unesco em Berlim. A ilha dos museus é uma das maiores concentrações de arte e cultura antiga.

    Dá uma olhada no nosso post sobre a Ilha dos Museus pra ver um pouquinho mais sobre essa belezinha.

    Tickets para o Museu Pergamon

    Se você é facilzinho e já se convenceu, pode adquirir o ticket aqui, da forma mais conveniente possível.

    É só clicar nesse link e comprar através do nosso parceiro GetYourGuide. Fazendo isso, você compra de maneira fácil, sem enfrentar filas (que dependendo da época do ano para o Pergamon é um problema) e segura.

    E ainda contribui com o blog sem pagar nada mais por isso.

    É só clicar, comprar, receber o ticket pelo email e mostrar na entrada.

    Mas, para os mais difíceis, vamos continuar o processo de convencimento…

    Vou começar falando dos museus dentro do Pergamon e depois conto um pouco da história do museu em si.

    Os museus do Museu Pergamon

    Sim, o Museu Pergamon não é um museu único. Considera-se que são 3 museus dentro dele.

    Mas não se preocupe, quando você compra a entrada para o Pergamon, você tem direito a todos eles.

    Os 3 museus são:

    1.Coleção de antiguidade clássica
    2.Museu do Antigo Oriente Médio
    3.Museu de Arte Islâmica

    Escavações

    A partir da unificação da Alemanha, sendo Berlim a capital da Prússia e, portanto do império, era necessário uma metrópole cultural.

    Muitas escavações foram realizadas pelos alemães na região do mediterrâneo e principalmente na Turquia.

    Acordos foram firmados. A Alemanha arcava com os custos das escavações e a Grécia, por exemplo, ficaria com os achados.

    Aí você me pergunta, o que a Alemanha ganharia com isso? Conhecimento, pesquisa e… Gratificações dos governos locais na forma de muitos, muitos artefatos.

    As principais escavações foram feitas em Troia, Olímpia (o barão de Coubertin teve a ideia de recriar os modernos jogos olímpicos por conta dessas escavações), Pergamon (claro), Priene, Mileto etc…

    É a partir daí que a Alemanha teve acesso a toda essa arte e cultura, como redescobridores desse passado há tanto perdido.

    Coleção de Antiguidade Clássica

    O Altar de Pergamon 

    É basicamente o que dá nome ao museu. Data do segundo século antes de Cristo.

    A peça é feita em mármore, em 2,30m/113m. Sim 113 metros de comprimento!

    Foi escavado entre 1878 e 1886, 8 anos de trabalho duro.

    O altar mostra a Gigantomaquia, a guerra entre os deuses e os gigantes (não confundir com os titãs, são outra coisa). Os gigantes costumam ser identificados com as pernas em formato de cobras.

    Portal do Mercado de Mileto

    Grande exemplo da arquitetura romana. Data do Primeiro século depois de Cristo.

    A peça é feita em mármore, mas com adição e renovação moderna em mármore português e concreto. Mede 16,73m/28,92m/6,66m.

    As escavações foram realizadas entre 1903 e 1905. Hoje é cerca de 60% original.

    Mosaico de Orfeu

    Também encontrado em Mileto. O mosaico pertencia a uma casa privada e, muito provavelmente ficava num lugar onde o proprietário comia e negociava. Mostra Orfeu tocando cítara com cenas de cupidos durante a caça.

    Museu do Antigo Oriente Médio

    A formação desse museu está diretamente relacionada às descobertas da escrita cuneiforme.

    A primeira expedição científica para a Mesopotâmia foi em 1886. A Sociedade Alemã do Oriente (Deutsche Orient-Gesellschaft) foi fundada em 1898.

    A parte de baixo da ala sul do Museu Pergamon, que abriga essa coleção, expõe cerca de 6000 anos de história!

    O portal de Ishtar

    O portal é uma das entradas da antiga cidade da Babilônia. O nome Ishtar é em homenagem à Deusa do amor e da guerra Ishtar.

    Data do VI século antes de Cristo é reconstruído com materiais originais, tijolos de argila esmaltados. As dimensões são 14,73m/15,70m/4,36m.

    Por esse portão passaram Nabucodonosor II, que conquistou Jerusalém, e os judeus, forçados ao cativeiro babilônico.

    Museu de Arte Islâmica

    Essa parte do museu tem uma origem inusitada. Começou com um presente do Sultão Turco-Otomano Abdul-Hamid II ao Kaiser alemão Wilhelm II.

    O presente foi simplesmente a fachada do palácio islâmico Qasr-Mshatta.

    Depois disso, muitas outras peças foram doadas ao museu de coleções particulares, como o caso da cúpula de madeira de Alhambra e as tapeçarias.

    O museu de arte islâmica compreende os vários períodos e locais de dominação islâmica no mundo. Da Síria, Israel, Iraque, Irã, Turquia, Egito e Espanha, do VII ao XVI século.

    História do Museu Pergamon

    Depois da unificação alemã em 1871, surge a necessidade de a capital imperial tornar-se também uma capital cultural digna de nota e comparável a outras grandes centros europeus.

    Somando-se a isso, o novo boom da arquelogia. Países como França e Inglaterra já tinham saído na frente, agora era a vez da jovem Alemanha se destacar também nessa área.

    Escavações no Oriente Médio e no Mediterrâneo foram financiadas e realizadas desde 1875.

    A quantidade de artefatos que chegavam a Berlim era enorme. Tiveram então que criar logo um museu para as novas peças. Note que o Altes Museum, Neues Museum e a Alte National Galerie já existiam, mas não eram o suficiente.

    O Primeiro Museu Pergamon

    O primeiro Museu Pergamon foi inaugurado em 1901, com uma reconstrução na escala de 1 pra 1 do altar de Pergamon.

    Porém, danos à estrutura do prédio e também os planos para uma expansão fizeram com que ele durasse pouco.

    Em 1909 o primeiro Museu Pergamon foi demolido para a construção de um novo.

    Os planos para o novo Museu Pergamon

    O arquiteto encarregado foi Alfred Messel. Ele projetou um museu grandioso, bem decorado em estilo clássico, com colunadas e… bem caro!

    Ele morreu logo depois de começar o planejamento. Ludwig Hoffmann assume o projeto.

    Mas aí surgem problemas no terreno, vem a Primeira Guerra Mundial, crise, inflação e os trabalhos só voltam em 1924!!!

    Inauguração só em 1930

    Sim, a inauguração foi somente em 1930. Nessa época o museu Pergamon contava com a galeria de arquitetura clássica, o altar de Pergamon, claro e as estruturas babilônicas.

    Só em 1932 é que o museu recebeu a coleção de arte islâmica, que antes ficava no Bode Museum.

    Museu Pergamon na Segunda Guerra Mundial

    No início da Guerra, os museus foram fechados, inclusive o Pergamon. Parte das coleções foram retiradas e protegidas em locais mais afastados.

    Mesmo assim houve perda.

    Os museus foram atingidos nos bombardeios e, no caso do Pergamon, os maiores danos foram à Fachada de Mshata e o Portão do Mercado de Mileto.

    Pós-guerra

    Depois de todos os danos, o museu precisou de anos de reparos e só foi reinaugurado em 1953.

    Nesse momento, infelizmente, ainda sem o hall de Pergamon, já que oss soviéticos retornaram parte da coleção só em 1959!

    A divisão da cidade de Berlim fez com que algumas peças fossem redistribuídas entre os dois lados da cidade.

    Com a reunificação veio também uma série de investimentos, já que o museu ficou sob a Stiftung Preussischer Kulturbesitz, instituição com pessoal, renome e dinheiro para os planos grandiosos do museu.

    Se eu não te convenci com isso, eu desisto… hahaha!


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