• Museu Pergamon

    Museu Pergamon

    By Pacelli on 09/03/2020

    O museu Pergamon é um dos pontos mais imperdíveis de Berlim.

    Quando me perguntam o que não se pode perder em Berlim, o Pergamon é uma das primeiras coisas que me vem à cabeça.

    Ah, mas eu não curto tanto museu, acho uma chatice… Mesmo assim. Tem que ir.

    Ah, mas eu já conheço o British Museum, o Louvre, o MET…

    Não importa, ainda assim vale a pena conhecer o Pergamon. E vou te convencer, o que não é difícil graças ao próprio museu, nos próximos parágrafos.

    Por que o Museu Pergamon é imperdível

    Nesse post eu vou falar bastante sobre a história do museu, história das coleções e as principais peças.

    Porém, eu costumo convencer as pessoas a ir no Pergamon dizendo que lá você encontrará remontado com materiais originais uma das entradas da Babilônia!!!

    Além disso, você vê a entrada do Mercado de Mileto. Tudo em tamanho original (ou muito próximo disso).

    Acha pouco? Que tal ver peças de 4, 5 ou 6 mil anos atrás? Muita coisa bem preservada e bem feita. Algum ancestral seu pode ter manuseado aquilo.

    Nós estamos cronologicamente mais próximos da Roma Antiga ou da Grécia Clássica, do que eles estavam de Uruk e do império Ácade.

    Ilha dos Museus

    O Museu Pergamon fica na ilha dos museus, local tombado pela Unesco em Berlim. A ilha dos museus é uma das maiores concentrações de arte e cultura antiga.

    Dá uma olhada no nosso post sobre a Ilha dos Museus pra ver um pouquinho mais sobre essa belezinha.

    Tickets para o Museu Pergamon

    Se você é facilzinho e já se convenceu, pode adquirir o ticket aqui, da forma mais conveniente possível.

    É só clicar nesse link e comprar através do nosso parceiro GetYourGuide. Fazendo isso, você compra de maneira fácil, sem enfrentar filas (que dependendo da época do ano para o Pergamon é um problema) e segura.

    E ainda contribui com o blog sem pagar nada mais por isso.

    É só clicar, comprar, receber o ticket pelo email e mostrar na entrada.

    Mas, para os mais difíceis, vamos continuar o processo de convencimento…

    Vou começar falando dos museus dentro do Pergamon e depois conto um pouco da história do museu em si.

    Os museus do Museu Pergamon

    Sim, o Museu Pergamon não é um museu único. Considera-se que são 3 museus dentro dele.

    Mas não se preocupe, quando você compra a entrada para o Pergamon, você tem direito a todos eles.

    Os 3 museus são:

    1.Coleção de antiguidade clássica
    2.Museu do Antigo Oriente Médio
    3.Museu de Arte Islâmica

    Escavações

    A partir da unificação da Alemanha, sendo Berlim a capital da Prússia e, portanto do império, era necessário uma metrópole cultural.

    Muitas escavações foram realizadas pelos alemães na região do mediterrâneo e principalmente na Turquia.

    Acordos foram firmados. A Alemanha arcava com os custos das escavações e a Grécia, por exemplo, ficaria com os achados.

    Aí você me pergunta, o que a Alemanha ganharia com isso? Conhecimento, pesquisa e… Gratificações dos governos locais na forma de muitos, muitos artefatos.

    As principais escavações foram feitas em Troia, Olímpia (o barão de Coubertin teve a ideia de recriar os modernos jogos olímpicos por conta dessas escavações), Pergamon (claro), Priene, Mileto etc…

    É a partir daí que a Alemanha teve acesso a toda essa arte e cultura, como redescobridores desse passado há tanto perdido.

    Coleção de Antiguidade Clássica

    O Altar de Pergamon 

    É basicamente o que dá nome ao museu. Data do segundo século antes de Cristo.

    A peça é feita em mármore, em 2,30m/113m. Sim 113 metros de comprimento!

    Foi escavado entre 1878 e 1886, 8 anos de trabalho duro.

    O altar mostra a Gigantomaquia, a guerra entre os deuses e os gigantes (não confundir com os titãs, são outra coisa). Os gigantes costumam ser identificados com as pernas em formato de cobras.

    Portal do Mercado de Mileto

    Grande exemplo da arquitetura romana. Data do Primeiro século depois de Cristo.

    A peça é feita em mármore, mas com adição e renovação moderna em mármore português e concreto. Mede 16,73m/28,92m/6,66m.

    As escavações foram realizadas entre 1903 e 1905. Hoje é cerca de 60% original.

    Mosaico de Orfeu

    Também encontrado em Mileto. O mosaico pertencia a uma casa privada e, muito provavelmente ficava num lugar onde o proprietário comia e negociava. Mostra Orfeu tocando cítara com cenas de cupidos durante a caça.

    Museu do Antigo Oriente Médio

    A formação desse museu está diretamente relacionada às descobertas da escrita cuneiforme.

    A primeira expedição científica para a Mesopotâmia foi em 1886. A Sociedade Alemã do Oriente (Deutsche Orient-Gesellschaft) foi fundada em 1898.

    A parte de baixo da ala sul do Museu Pergamon, que abriga essa coleção, expõe cerca de 6000 anos de história!

    O portal de Ishtar

    O portal é uma das entradas da antiga cidade da Babilônia. O nome Ishtar é em homenagem à Deusa do amor e da guerra Ishtar.

    Data do VI século antes de Cristo é reconstruído com materiais originais, tijolos de argila esmaltados. As dimensões são 14,73m/15,70m/4,36m.

    Por esse portão passaram Nabucodonosor II, que conquistou Jerusalém, e os judeus, forçados ao cativeiro babilônico.

    Museu de Arte Islâmica

    Essa parte do museu tem uma origem inusitada. Começou com um presente do Sultão Turco-Otomano Abdul-Hamid II ao Kaiser alemão Wilhelm II.

    O presente foi simplesmente a fachada do palácio islâmico Qasr-Mshatta.

    Depois disso, muitas outras peças foram doadas ao museu de coleções particulares, como o caso da cúpula de madeira de Alhambra e as tapeçarias.

    O museu de arte islâmica compreende os vários períodos e locais de dominação islâmica no mundo. Da Síria, Israel, Iraque, Irã, Turquia, Egito e Espanha, do VII ao XVI século.

    História do Museu Pergamon

    Depois da unificação alemã em 1871, surge a necessidade de a capital imperial tornar-se também uma capital cultural digna de nota e comparável a outras grandes centros europeus.

    Somando-se a isso, o novo boom da arquelogia. Países como França e Inglaterra já tinham saído na frente, agora era a vez da jovem Alemanha se destacar também nessa área.

    Escavações no Oriente Médio e no Mediterrâneo foram financiadas e realizadas desde 1875.

    A quantidade de artefatos que chegavam a Berlim era enorme. Tiveram então que criar logo um museu para as novas peças. Note que o Altes Museum, Neues Museum e a Alte National Galerie já existiam, mas não eram o suficiente.

    O Primeiro Museu Pergamon

    O primeiro Museu Pergamon foi inaugurado em 1901, com uma reconstrução na escala de 1 pra 1 do altar de Pergamon.

    Porém, danos à estrutura do prédio e também os planos para uma expansão fizeram com que ele durasse pouco.

    Em 1909 o primeiro Museu Pergamon foi demolido para a construção de um novo.

    Os planos para o novo Museu Pergamon

    O arquiteto encarregado foi Alfred Messel. Ele projetou um museu grandioso, bem decorado em estilo clássico, com colunadas e… bem caro!

    Ele morreu logo depois de começar o planejamento. Ludwig Hoffmann assume o projeto.

    Mas aí surgem problemas no terreno, vem a Primeira Guerra Mundial, crise, inflação e os trabalhos só voltam em 1924!!!

    Inauguração só em 1930

    Sim, a inauguração foi somente em 1930. Nessa época o museu Pergamon contava com a galeria de arquitetura clássica, o altar de Pergamon, claro e as estruturas babilônicas.

    Só em 1932 é que o museu recebeu a coleção de arte islâmica, que antes ficava no Bode Museum.

    Museu Pergamon na Segunda Guerra Mundial

    No início da Guerra, os museus foram fechados, inclusive o Pergamon. Parte das coleções foram retiradas e protegidas em locais mais afastados.

    Mesmo assim houve perda.

    Os museus foram atingidos nos bombardeios e, no caso do Pergamon, os maiores danos foram à Fachada de Mshata e o Portão do Mercado de Mileto.

    Pós-guerra

    Depois de todos os danos, o museu precisou de anos de reparos e só foi reinaugurado em 1953.

    Nesse momento, infelizmente, ainda sem o hall de Pergamon, já que oss soviéticos retornaram parte da coleção só em 1959!

    A divisão da cidade de Berlim fez com que algumas peças fossem redistribuídas entre os dois lados da cidade.

    Com a reunificação veio também uma série de investimentos, já que o museu ficou sob a Stiftung Preussischer Kulturbesitz, instituição com pessoal, renome e dinheiro para os planos grandiosos do museu.

    Se eu não te convenci com isso, eu desisto… hahaha!


    Vale a pena comprar antecipadamente:


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  • O Coronavírus

    O Coronavírus

    By Pacelli on 28/02/2020
    coronavirus na alemanha
    Coronavírus

    O Coronavírus está assustando o mundo. Apareceu na China, espalhou-se por parte da Ásia, depois no Irã e chegou com força na Itália. Está causando mortes e muito transtorno na França e na Espanha.

    O que é o vírus? Como evitá-lo? Quais sintomas? Quais os mais afetados?

    Todas essas são perguntas que eu vou tentar responder. Tudo baseado em informações oficiais.

    Nesse post, sempre que você vir “atualização” significa que são partes introduzidas no texto depois do post original.

    O post foi inicialmente escrito no dia 28 de fevereiro e estou atualizando no dia 24 de março.

    É impressionante quanto tudo mudou em menos de um mês.

    Pra começar, escrevi o post na biblioteca do meu bairro, agora, atualizo em quarentena em casa, sem perspectiva de quando isso vai acabar.

    Aqui na Alemanha, nesse momento, todos devem ficar em casa, sendo permitido sair apenas para atividades fundamentais, como ir ao médico, fazer feira etc.

    Todo o comércio está fechado. Só se pode andar na rua com pessoas que moram com você na mesma casa e com apenas uma pessoa a mais.

    A Polícia recebeu autorização de verificar o documento com foto e endereço para confirmar que os que estão na rua moram juntos.

    Revisitar esse post, pra mim, é como se eu tivesse falando de um passado muito mais distante do que de fato é.

    Mas vamos lá…

    O que é o Coronavírus

    O coronavírus é um vírus que, por conta do seu formato observado, de uma coroa, leva o nome Corona, coroa em latim. É um tipo de vírus que foi identificado desde a década de 60, mas esse, sobre o qual estamos falando é um tipo recente, o Covid-19.

    Ele é uma variante de outros vírus conhecidos, como o SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome) e o MERS (Middle East Respiratory Syndrome). Tanto que o nome técnico do atual coronavírus é SARS-CoV-2 ou COVID-19.

    O Sars começou também na China. O Mers, no oriente médio. Ambos os vírus são provenientes do contato humano com animais. O Sars se espalhou em 2003 e o Mers 2012 a partir de camelos na Arábia Saudita.

    O Coronavírus de agora apareceu na China, na região de Wuhan. Acredita-se que nos mercados de animais silvestres. Fala-se na transmissão através da cobra e do morcego.

    Países mais afetados

    Até o momento o vírus se espalhou já bastante pela China, mudando mesmo a vida das pessoas e se disseminou por boa parte da Ásia.

    Depois da China, os países mais afetados são Japão, Coréia do Sul (provavelmente Coréia do Norte também, mas não tem como saber, né), Irã e, agora, Itália.

    Para ver a lista dos países com a quantidade de casos, você pode entrar no site alemão do Robert Koch Institut, o instituto oficial do governo alemão para controle de contaminações e vigilância sanitária.

    E na Alemanha?

    Até o último número consultado por mim no site do Robert Koch Institut, do dia 24 de março de 2020, havia perto de 30.000 casos confirmados em toda a Alemanha. 1220 em Berlim.

    Pra você ter uma ideia da rapidez da transmissão, eu escrevi esse post inicialmente no dia 28 de fevereiro. Estou atualizando agora, dia 24 de março. Há um mês, havia apenas 53 casos confirmados no país e nenhum em Berlim.

    Sintomas do Coronavírus

    Os principais sintomas do coronavírus podem ser facilmente confundidos com os de um resfriado normal na grande maioria dos casos.

    Leve febre, garganta arranhando, coriza, secreção. Em alguns casos o paciente pode ter diarreia. A tosse seca costuma ser um sintoma importante a ser observado.

    Nos casos mais graves, complicações pulmonares agravam o quadro.

    Por que os pulmões?

    Os pulmões parecem sofrer mais com uma infecção do coronavírus. O que se acredita até agora é que, por ser um vírus novo, a resposta imunológica a um vírus desconhecido pode ser desproporcional, fazendo com que os pulmões produzam tanta secreção que torne a respiração difícil.

    Mas cabe lembrar aqui, pouquíssimas pessoas são afetadas dessa maneira.

    Quem são os mais afetados?

    Acredita-se que cerca de 80% dos infectados nem percebam, ou achem que estão com um simples resfriado. Mas alguns grupos são mais afetados.

    Os homens tendem a ser mais afetados. O motivo ainda é investigado, mas talvez por hábitos menos saudáveis, como fumar, os homens sejam mais vulneráveis.

    Os idosos, principalmente a partir dos 80 anos, correm um risco alto.

    A taxa de letalidade para os que têm mais de 80 anos é de quase 15%!

    Porém, entre os que tem de 0 a 39 anos, a taxa de letalidade cai drasticamente para 0,2%.

    Você pode ver uma tabela com as idades e a taxa de letalidade clicando aqui.

    Como se proteger?

    Máscara ajuda?

    Quase nada. Ajuda se você estiver doente e quiser poupar as pessoas ao seu redor. Muito nobre da sua parte, mas a enorme maioria das pessoas comprar a máscara para se proteger.

    O que é perigoso, porque as máscaras comuns não impedem a passagem dos vírus, pois são muito pequenos e, com a umidade da respiração, logo perdem a pouquíssima eficácia que possuem.

    Outro problema das máscara é que elas passam a sensação de estar protegido, quando na verdade não está.

    Essa sensação pode fazer com que as pessoas fiquem relaxadas em relação ao que de fato ajuda que é lavar as mãos.

    Lave as mãos

    Sim. Sempre que possível. Se não for possível use álcool em gel.

    Isso porque o vírus se propaga pelas gotículas e secreções respiratórias. A mão é a parte do corpo mais sujeita a ter contato com o vírus.

    Caso não possa lavar as mãos, não pegue no rosto, principalmente na boca, olhos e nariz.

    Mantenha distância

    A distância aconselhada para que você se proteja de um infectado é de 1 metro. É praticamente impossível você se infectar a essa distância simplesmente pela respiração da pessoa.

    Etiqueta da tosse e do espirro

    A etiqueta pede para que quando você for tossir ou espirrar, o faça não na mão, mas sim arqueando o braço na altura do cotovelo.

    Isso porque o espirro e a tosse aumenta a distância de transmissão, ultrapassando aquele 1 metro que mencionei anteriormente.

    Espirrando e tossindo no cotovelo, a propagação é mais difícil.

    Perspectivas (ver as atualizações abaixo)

    Temos uma má notícia. De acordo com o comportamento do vírus até agora, tudo indica que ele vai se espalhar para todos os lugares. A quantidade de infectados tende a aumentar e muito.

    Atualização: E foi exatamente o que aconteceu. Em menos de um mês, desde que escrevi esse post originalmente, os casos na Alemanha foram de 53 para 30.000!

    Porém temos algumas boas novas. A primeira é que a primavera está chegando. E com ela o calor.

    Esse tipo de vírus tende a enfraquecer muito sua propagação em temperaturas mais elevadas.

    O que contribui é o fato de que, quando esquenta, as pessoas não ficam mais tanto tempo juntas em lugares fechados, que são os lugares facilitadores da transmissão.

    Atualização: Ainda há essa esperança. Porém não se conta mais com uma diminuição drástica dos casos baseado somente na elevação da temperatura.

    Outra boa notícia é que, com o vírus se espalhando rápido, a humanidade de modo geral tende a adquirir uma imunidade ao vírus.

    Tecnicamente o termo é imunidade de rebanho. A humanidade é portadora de uma série de outros vírus, mas ao longo dos séculos e milênios, foi adquirindo resistência e, só aqueles com a imunidade baixa são afetados, como numa gripe comum.

    Atualização: Continuamos contando com a imunidade de rebanho. Porém, a estratégia dos países agora é ganhar tempo, isolar a população para que todo mundo não fique doente de uma vez, sobrecarregando os sistemas de saúde.

    Observações

    Nossas informações para esse post foram tiradas de sites oficiais, principalmente do Robert Koch Institut. O site da OMS (Organização Mundial da Saúde) está com vídeos e textos bem explicativos também.

    Porém, essas mesmas fontes dizem que, por se tratar de um vírus novo, que ainda está sendo pesquisado, as informações podem ser alteradas a qualquer momento.

    Assim como a lista de países afetados e quantidade de infectados, os dados são bem dinâmicos.

    Vou atualizando o post sempre que achar necessário.

    O importante agora é evitar pânico e repassar informações corretas.


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  • Bombardeio de Dresden

    Bombardeio de Dresden

    By Pacelli on 19/02/2020
    bombardeio de dresden
    Deutsche Fotothek‎, Fotothek df ps 0000010 Blick vom Rathausturm, CC BY-SA 3.0 DE

    O bombardeio de Dresden foi um dos eventos mais chocantes da Segunda Guerra. O ataque foi tão devastador, que levantou discussões inclusive entre os aliados ocidentais. E essas discussões permanecem vivas até hoje.

    Dresden é, sem dúvidas, uma das cidades mais belas da Alemanha. Tida como a Pérola do leste ou a Florença do Elba, a antiga capital do reino da Saxônia tinha tudo para passar ilesa na segunda guerra mundial.

    Nós temos um post bem completo sobre como ir de Berlim a Dresden e o que fazer por lá. Dá uma conferida.

    Mas infelizmente, o famoso bombardeio de Dresden foi uma catástrofe tão marcante na história do conflito, que é motivo de polêmica e debate até hoje, 75 anos depois de ocorrido.

    E isso porque, naquela altura, em fevereiro de 1945, supostamente não haveria razões para bombardeá-la.

    Notícias do bombardeio chocaram o mundo, com razão. A mídia falou em 200 a 250 mil mortos.

    Muita informação errada ainda persiste no imaginário.

    Mas afinal, o que é verdade? O que sabemos hoje em dia?

    Por que Dresden teria sido poupada?

    Entre os alemães, inclusive entre os próprios moradores de Dresden, todos imaginavam que a cidade jamais seria bombardeada. E eles tinham boas razões para isso.

    Distância da Inglaterra

    Até aquele momento, para os aviões da RAF (Royal Air Force), a Força aérea britânica, seria um desafio técnico enorme voar até uma cidade tão a leste do Terceiro Reich, bombardeá-la e voltar. Isso porque os aviões não possuíam velocidade e tanque de combustível suficientes para o feito.

    Porém, o que os alemães não sabiam, é que a RAF já estava resolvendo esse problema simplesmente aumentando consideravelmente o tamanho dos tanques de combustível.

    Refugiados do leste

    A guerra já estava no final. A União Soviética vinha empurrando os alemães desde o cerco de Stalingrado. As minorias alemãs que viviam no leste europeu foram enxotadas aos milhões, forçadas a abandonar suas propriedades. A Europa naquele ponto odiava tudo que era alemão.

    Não podemos desconsiderar ainda o pavor que boa parte da população do leste europeu, e aí não só as minorias alemãs, tinham do avanço soviético.

    Como Dresden era a principal cidade do leste alemão, que ainda não havia sido destruída e que ainda possuía um nível alto de organização, esses refugiados se concentraram lá para sua proteção.

    Com a quantidade enorme de refugiados, a população de Dresden imaginava que estava protegida por uma espécie de status humanitário.

    Afinal, ninguém iria querer bombardear uma cidade cheia de refugiado inocente à procura de abrigo…

    A cultura e beleza de Dresden

    Sim, isso iludiu muitos da população local. Dresden era tão linda, tão repleta de arte e cultura que jamais alguém a bombardearia.

    Falava-se, inclusive, em Dresden como capital dos aliados.

    Quando a guerra acabasse, e a Alemanha perderia, pois àquela altura já era claro, Dresden, por conta de sua beleza, cultura e importância, Dresden viria a ser a capital usada pelos vencedores aliados para administrar o território conquistado.

    Com essas ideias em mente, a população de Dresden não acreditava que seria bombardeada, chegando ao ponto de ignorarem as sirenes que alertavam para possíveis ataques.

    Por que houve então o bombardeio de Dresden?

    Vingança pelos bombardeios da Luftwaffe à Inglaterra

    Algumas cidades inglesas haviam sido bombardeadas pela Luftwaffe por dias a fio. Bairros inteiros de Londres, Liverpool e Birmingham foram colocados ao chão.

    Havia portanto, por parte da população inglesa e de seus militares, uma vontade de dar o troco.

    Dresden era um alvo por razões militares?

    Sim. Diferentemente do que muita gente pensa, em Dresden havia sim produção de armamentos.

    Esse é um assunto pouco levantado, com certa razão, pois, durante os bombardeios, os alvos não foram as indústrias bélicas, nem quartéis, e sim o centro histórico da cidade.

    A questão logística

    Um dos principais motivos para o bombardeio de Dresden foi, sem dúvida, a questão logística.

    Dresden era um entrocamento ferroviário, a partir do qual soldados e mantimentos eram enviados de trem para vários frontes diferentes, como o fronte oriental e o fronte italiano.

    Aqui cabe mais uma observação. Nem a estação de trem de Dresden nem as ferrovias foram de fato alvos dos bombardeios.

    Porém, temos que considerar que quando a cidade que provê os serviços, mão-de-obra e estrutura para o funcionamento da logística de guerra é destruída, tudo entra em colapso.

    Ou seja, teria feito sentido o bombardeio a Dresden, mesmo sem as estações e as ferrovias terem sido destruídas, pois sem a cidade, é difícil que qualquer coisa funcione.

    Forçar os civis a saírem das cidades

    Essa é uma justificativa ligada à anterior e ao bombardeio de, na verdade, todas as cidades alemãs.

    A intenção dos aliados em bombardear os centros urbanos era forçar a população das cidades a irem para o campo se refugiar.

    Com isso, as fábricas ficariam sem mão-de-obra, a produtividade alemã cairia drasticamente e os aliados teriam uma grande vantagem econômica.

    Sinal de que os ocidentais auxiliariam Stalin

    No bombardeio de Dresden ficou claro para a cúpula nazista que os aliados ocidentais estariam dispostos a ajudar o avanço das tropas soviéticas de Stalin.

    Por estranho que pareça, havia uma ilusão entre alguns nazistas de que o verdadeiro inimigo era Stalin. Alguns nazistas achavam que se eles se rendessem aos americanos e ingleses, estes os ajudariam a lutar contra Stalin. Sim, imaginavam que os ingleses e americanos lutariam lado a lado com os nazistas contra Stalin.

    Quando o leste é bombardeado, é bombardeada também essa ilusão.

    Pressão de Stalin

    Esse é um fator não desprezível.

    A essa altura na guerra, as tropas soviéticas já tinham obtido vitórias esmagadoras e avançavam consistentemente em direção à Alemanha nazista.

    Mas nada, claro, era fácil. Bombardeios aéreos iriam amolecer as defesas alemãs assim como diminuir a capacidade dos alemães de se restabelecerem.

    Ou seja, havia motivos

    Sim. Havia motivos racionais e estratégicos para o bombardeio de Dresden.

    Não foi, como muito se fala, um bombardeio feito para caçar e matar civis por pura vingança ou maldade.

    IMPORTANTE: em nenhum momento eu quero dizer que isso tinha que ser feito e que os aliados estavam certos numa ação que, com certeza, mataria milhares de civis.

    Como foi esse bombardeio?

    Apesar de ser uma noite de inverno, a noite do dia 13 de fevereiro de 1945 estava clara e quase sem nuvens no leste alemão.

    Cerca de 800 aviões partiram da Inglaterra em dois grupos diferentes.

    Praticamente não houve resistência alemã. O ataque a Dresden não era crível e a Luftwaffe já não tinha condições de defender o espaço aéreo alemão.

    O primeiro grupo de aviões, veio abarrotado de bombas explosivas com o objetivo de destruir parcialmente as casas do centro histórico de Dresden. Lembremos que Dresden era uma cidade medieval, com muitas de suas casas ainda com estrutura de madeira.

    Essa estrutura de madeira ficou exposta com o primeiro grupo de aviões.

    Só depois de os edifícios estarem parcialmente destruídos, expostos, depois de a população ter começado a sair de suas proteções é que a segunda parte do ataque começou.

    Os incêndios

    Logo depois do bombardeio de impacto, vieram as bombas incendiárias.

    O fogo se espalhou rapidamente, era muita madeira exposta, as casas eram muito próximas. O vento forte daquela noite ajudou o fogo.

    Dentro de poucos minutos, a temperatura na cidade era tão alta que os que corriam pelas ruas desesperados procurando um lugar para se abrigar perceberam que a sola dos sapatos derretia.

    Mais algum tempo depois a temperatura aumentou ainda mais. Quase tudo que não estava incendiado entrou em combustão espontânea. Árvores, casas, bancos de igreja…

    A pele das pessoas já derretia.

    O desespero era tão grande que parte da população, que conseguiu fugir de suas casas em chamas, tentou se abrigar numa grande fonte de água.

    Elas morreram cozidas, fervidas na fonte que elas procuraram para se resfriar.

    Quando o abrigo antiaéreo foi aberto pelo resgate muitas horas depois, só encontraram ossos e um líquido marrom esverdeado, era material humano derretido.

    Cerca de 25 mil pessoas perderam a vida de uma maneira infernal em poucos minutos.

    Para os aliados foi um ataque quase perfeito. De 800 aviões enviados, só 6 não voltaram.

    Fonte de fake news

    Diferentemente de quando outras cidades foram bombardeadas, no caso de Dresden, Goebbels deu toda a atenção.

    Isso porque o ministro da propaganda queria inspirar os alemães a lutar até o final.

    Gobbels, com seu monopólio da informação, alertou os alemães que se eles não vencessem a guerra, toda a Alemanha seria uma Dresden.

    Para os jornais estrangeiros e neutros, Goebbels soltou a informação de que o número de mortos em Dresden havia sido muito maior que o número real.

    O ministro recebeu a informação de que de 20 a 25 mil pessoas haviam perdido a vida.

    Porém, para aumentar a dimensão da tragédia, Goebbels colocou mais um zero.

    As informações que circularam o mundo, e que, de certa forma, permanece até hoje, é que mais de 200 mil pessoas foram mortas no bombardeio de Dresden.

    Repercussão entre os aliados ocidentais

    As informações que chegaram na imprensa internacional chocou inclusive os ingleses e americanos. A população desses dois países passou a questionar as lideranças militares.

    Quem era o monstro naquela guerra? Quem é o lado certo? Estamos fazendo o mesmo que eles? Esse morticínio foi executado em meu nome?

    Esses foram os questionamentos morais feitos na época entre a população dos países aliados ocidentais.

    Os oficiais da RAF que tiveram participação no bombardeio de Dresden caíram em desgraça e se tornaram pessoas das quais as lideranças inglesas só queriam distância.

    Uso político na Alemanha Oriental

    As lideranças comunistas se utilizavam das ruínas de Dresden para mostrar à população que toda aquela destruição e morte era resultado do instinto predatório do capitalismo.

    Ali era onde, verdadeiramente, os capitalistas ocidentais tinham colocado as garras para fora e deixado suas intenções às claras.

    Polêmica ainda hoje

    Por incrível que pareça, o bombardeio de Dresden é debatido até hoje e nesse debate ainda persistem informações falsas.

    Geralmente, grupos de extrema direita se aproveitam do ocorrido para se vitimizar e relativizar os crimes nazistas. Argumentam que não só os alemães cometeram barbaridades.

    Esses grupos insistem na tese de que mais de 200 mil pessoas morreram.

    Todos os anos, milhares de pessoas vão ao centro de Dresden para rezar, acender velas e deixar homenagens. Em 2020 o presidente alemão, inclusive, foi ao evento. Ele deixou claro que quem começou o conflito foi a Alemanha.

    Os grupos de extrema direita sempre danificam as homenagens deixadas.

    E depois de toda essa destruição? Vale a pena a visita a Dresden?

    Sim! Sem dúvidas. Nosso post de como ir de Berlim a Dresden e o que fazer por lá mostra bem isso.

    Dresden hoje

    Nós fazemos passeios de bate-volta partindo de Berlim para Dresden.

    A cidade está toda reconstruída e com todo seu acervo de arte.

    Continua, sem dúvida, uma das mais belas cidades alemãs.

    Palácio Zwinger com todo seu enorme acervo

    E ir em Dresden chega a ser emocionante. Você ver aquela cidade linda sabendo da história, você testemunhar a capacidade humana de se reconstruir, a resiliência alemã, tudo isso é muito admirável e são uma atração à parte.

    Vale a pena sim desvendar essa pérola do leste alemão, essa Florença do Elba.

    Dresden: a pérola do leste alemão

    Fonte:

    Informações in loco.

    Documentário Grandes Acontecimentos da Segunda Guerra Mundial em Cores. Netflix.


    Vale a pena comprar antecipadamente:


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    Guia em Berlim, Passeio guiado em Berlim

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