Museu Pergamon

O museu Pergamon é um dos pontos mais imperdíveis de Berlim.

Quando me perguntam o que não se pode perder em Berlim, o Pergamon é uma das primeiras coisas que me vem à cabeça.

Ah, mas eu não curto tanto museu, acho uma chatice… Mesmo assim. Tem que ir.

Ah, mas eu já conheço o British Museum, o Louvre, o MET…

Não importa, ainda assim vale a pena conhecer o Pergamon. E vou te convencer, o que não é difícil graças ao próprio museu, nos próximos parágrafos.

Por que o Museu Pergamon é imperdível

Nesse post eu vou falar bastante sobre a história do museu, história das coleções e as principais peças.

Porém, eu costumo convencer as pessoas a ir no Pergamon dizendo que lá você encontrará remontado com materiais originais uma das entradas da Babilônia!!!

Além disso, você vê a entrada do Mercado de Mileto. Tudo em tamanho original (ou muito próximo disso).

Acha pouco? Que tal ver peças de 4, 5 ou 6 mil anos atrás? Muita coisa bem preservada e bem feita. Algum ancestral seu pode ter manuseado aquilo.

Nós estamos cronologicamente mais próximos da Roma Antiga ou da Grécia Clássica, do que eles estavam de Uruk e do império Ácade.

Ilha dos Museus

O Museu Pergamon fica na ilha dos museus, local tombado pela Unesco em Berlim. A ilha dos museus é uma das maiores concentrações de arte e cultura antiga.

Dá uma olhada no nosso post sobre a Ilha dos Museus pra ver um pouquinho mais sobre essa belezinha.

Tickets para o Museu Pergamon

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É só clicar, comprar, receber o ticket pelo email e mostrar na entrada.

Mas, para os mais difíceis, vamos continuar o processo de convencimento…

Vou começar falando dos museus dentro do Pergamon e depois conto um pouco da história do museu em si.

Os museus do Museu Pergamon

Sim, o Museu Pergamon não é um museu único. Considera-se que são 3 museus dentro dele.

Mas não se preocupe, quando você compra a entrada para o Pergamon, você tem direito a todos eles.

Os 3 museus são:

1.Coleção de antiguidade clássica
2.Museu do Antigo Oriente Médio
3.Museu de Arte Islâmica

Escavações

A partir da unificação da Alemanha, sendo Berlim a capital da Prússia e, portanto do império, era necessário uma metrópole cultural.

Muitas escavações foram realizadas pelos alemães na região do mediterrâneo e principalmente na Turquia.

Acordos foram firmados. A Alemanha arcava com os custos das escavações e a Grécia, por exemplo, ficaria com os achados.

Aí você me pergunta, o que a Alemanha ganharia com isso? Conhecimento, pesquisa e… Gratificações dos governos locais na forma de muitos, muitos artefatos.

As principais escavações foram feitas em Troia, Olímpia (o barão de Coubertin teve a ideia de recriar os modernos jogos olímpicos por conta dessas escavações), Pergamon (claro), Priene, Mileto etc…

É a partir daí que a Alemanha teve acesso a toda essa arte e cultura, como redescobridores desse passado há tanto perdido.

Coleção de Antiguidade Clássica

O Altar de Pergamon 

É basicamente o que dá nome ao museu. Data do segundo século antes de Cristo.

A peça é feita em mármore, em 2,30m/113m. Sim 113 metros de comprimento!

Foi escavado entre 1878 e 1886, 8 anos de trabalho duro.

O altar mostra a Gigantomaquia, a guerra entre os deuses e os gigantes (não confundir com os titãs, são outra coisa). Os gigantes costumam ser identificados com as pernas em formato de cobras.

Portal do Mercado de Mileto

Grande exemplo da arquitetura romana. Data do Primeiro século depois de Cristo.

A peça é feita em mármore, mas com adição e renovação moderna em mármore português e concreto. Mede 16,73m/28,92m/6,66m.

As escavações foram realizadas entre 1903 e 1905. Hoje é cerca de 60% original.

Mosaico de Orfeu

Também encontrado em Mileto. O mosaico pertencia a uma casa privada e, muito provavelmente ficava num lugar onde o proprietário comia e negociava. Mostra Orfeu tocando cítara com cenas de cupidos durante a caça.

Museu do Antigo Oriente Médio

A formação desse museu está diretamente relacionada às descobertas da escrita cuneiforme.

A primeira expedição científica para a Mesopotâmia foi em 1886. A Sociedade Alemã do Oriente (Deutsche Orient-Gesellschaft) foi fundada em 1898.

A parte de baixo da ala sul do Museu Pergamon, que abriga essa coleção, expõe cerca de 6000 anos de história!

O portal de Ishtar

O portal é uma das entradas da antiga cidade da Babilônia. O nome Ishtar é em homenagem à Deusa do amor e da guerra Ishtar.

Data do VI século antes de Cristo é reconstruído com materiais originais, tijolos de argila esmaltados. As dimensões são 14,73m/15,70m/4,36m.

Por esse portão passaram Nabucodonosor II, que conquistou Jerusalém, e os judeus, forçados ao cativeiro babilônico.

Museu de Arte Islâmica

Essa parte do museu tem uma origem inusitada. Começou com um presente do Sultão Turco-Otomano Abdul-Hamid II ao Kaiser alemão Wilhelm II.

O presente foi simplesmente a fachada do palácio islâmico Qasr-Mshatta.

Depois disso, muitas outras peças foram doadas ao museu de coleções particulares, como o caso da cúpula de madeira de Alhambra e as tapeçarias.

O museu de arte islâmica compreende os vários períodos e locais de dominação islâmica no mundo. Da Síria, Israel, Iraque, Irã, Turquia, Egito e Espanha, do VII ao XVI século.

História do Museu Pergamon

Depois da unificação alemã em 1871, surge a necessidade de a capital imperial tornar-se também uma capital cultural digna de nota e comparável a outras grandes centros europeus.

Somando-se a isso, o novo boom da arquelogia. Países como França e Inglaterra já tinham saído na frente, agora era a vez da jovem Alemanha se destacar também nessa área.

Escavações no Oriente Médio e no Mediterrâneo foram financiadas e realizadas desde 1875.

A quantidade de artefatos que chegavam a Berlim era enorme. Tiveram então que criar logo um museu para as novas peças. Note que o Altes Museum, Neues Museum e a Alte National Galerie já existiam, mas não eram o suficiente.

O Primeiro Museu Pergamon

O primeiro Museu Pergamon foi inaugurado em 1901, com uma reconstrução na escala de 1 pra 1 do altar de Pergamon.

Porém, danos à estrutura do prédio e também os planos para uma expansão fizeram com que ele durasse pouco.

Em 1909 o primeiro Museu Pergamon foi demolido para a construção de um novo.

Os planos para o novo Museu Pergamon

O arquiteto encarregado foi Alfred Messel. Ele projetou um museu grandioso, bem decorado em estilo clássico, com colunadas e… bem caro!

Ele morreu logo depois de começar o planejamento. Ludwig Hoffmann assume o projeto.

Mas aí surgem problemas no terreno, vem a Primeira Guerra Mundial, crise, inflação e os trabalhos só voltam em 1924!!!

Inauguração só em 1930

Sim, a inauguração foi somente em 1930. Nessa época o museu Pergamon contava com a galeria de arquitetura clássica, o altar de Pergamon, claro e as estruturas babilônicas.

Só em 1932 é que o museu recebeu a coleção de arte islâmica, que antes ficava no Bode Museum.

Museu Pergamon na Segunda Guerra Mundial

No início da Guerra, os museus foram fechados, inclusive o Pergamon. Parte das coleções foram retiradas e protegidas em locais mais afastados.

Mesmo assim houve perda.

Os museus foram atingidos nos bombardeios e, no caso do Pergamon, os maiores danos foram à Fachada de Mshata e o Portão do Mercado de Mileto.

Pós-guerra

Depois de todos os danos, o museu precisou de anos de reparos e só foi reinaugurado em 1953.

Nesse momento, infelizmente, ainda sem o hall de Pergamon, já que oss soviéticos retornaram parte da coleção só em 1959!

A divisão da cidade de Berlim fez com que algumas peças fossem redistribuídas entre os dois lados da cidade.

Com a reunificação veio também uma série de investimentos, já que o museu ficou sob a Stiftung Preussischer Kulturbesitz, instituição com pessoal, renome e dinheiro para os planos grandiosos do museu.

Se eu não te convenci com isso, eu desisto… hahaha!

Quem sou eu: Pacelli

Economista, mas apaixonado por filosofia, literatura, história e alta cultura, resolvi estudar os temas que aprecio em casa. Sempre procuro incluir essas temáticas nos meus posts sobre Berlim e Alemanha que você encontra por aqui.

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2 Comments

  1. Rosimeri 29/05/2020 Reply

    Museu Pergamon é mesmo imperdível.

  2. Gustavo Woltmann 13/10/2020 Reply

    Agora você me convenceu – esse museu é demais!

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