O Coronavírus

coronavirus na alemanha
Coronavírus

O Coronavírus está assustando o mundo. Apareceu na China, espalhou-se por parte da Ásia, depois no Irã e chegou com força na Itália. Está causando mortes e muito transtorno na França e na Espanha.

O que é o vírus? Como evitá-lo? Quais sintomas? Quais os mais afetados?

Todas essas são perguntas que eu vou tentar responder. Tudo baseado em informações oficiais.

Nesse post, sempre que você vir “atualização” significa que são partes introduzidas no texto depois do post original.

O post foi inicialmente escrito no dia 28 de fevereiro e estou atualizando no dia 24 de março.

É impressionante quanto tudo mudou em menos de um mês.

Pra começar, escrevi o post na biblioteca do meu bairro, agora, atualizo em quarentena em casa, sem perspectiva de quando isso vai acabar.

Aqui na Alemanha, nesse momento, todos devem ficar em casa, sendo permitido sair apenas para atividades fundamentais, como ir ao médico, fazer feira etc.

Todo o comércio está fechado. Só se pode andar na rua com pessoas que moram com você na mesma casa e com apenas uma pessoa a mais.

A Polícia recebeu autorização de verificar o documento com foto e endereço para confirmar que os que estão na rua moram juntos.

Revisitar esse post, pra mim, é como se eu tivesse falando de um passado muito mais distante do que de fato é.

Mas vamos lá…

O que é o Coronavírus

O coronavírus é um vírus que, por conta do seu formato observado, de uma coroa, leva o nome Corona, coroa em latim. É um tipo de vírus que foi identificado desde a década de 60, mas esse, sobre o qual estamos falando é um tipo recente, o Covid-19.

Ele é uma variante de outros vírus conhecidos, como o SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome) e o MERS (Middle East Respiratory Syndrome). Tanto que o nome técnico do atual coronavírus é SARS-CoV-2 ou COVID-19.

O Sars começou também na China. O Mers, no oriente médio. Ambos os vírus são provenientes do contato humano com animais. O Sars se espalhou em 2003 e o Mers 2012 a partir de camelos na Arábia Saudita.

O Coronavírus de agora apareceu na China, na região de Wuhan. Acredita-se que nos mercados de animais silvestres. Fala-se na transmissão através da cobra e do morcego.

Países mais afetados

Até o momento o vírus se espalhou já bastante pela China, mudando mesmo a vida das pessoas e se disseminou por boa parte da Ásia.

Depois da China, os países mais afetados são Japão, Coréia do Sul (provavelmente Coréia do Norte também, mas não tem como saber, né), Irã e, agora, Itália.

Para ver a lista dos países com a quantidade de casos, você pode entrar no site alemão do Robert Koch Institut, o instituto oficial do governo alemão para controle de contaminações e vigilância sanitária.

E na Alemanha?

Até o último número consultado por mim no site do Robert Koch Institut, do dia 24 de março de 2020, havia perto de 30.000 casos confirmados em toda a Alemanha. 1220 em Berlim.

Pra você ter uma ideia da rapidez da transmissão, eu escrevi esse post inicialmente no dia 28 de fevereiro. Estou atualizando agora, dia 24 de março. Há um mês, havia apenas 53 casos confirmados no país e nenhum em Berlim.

Sintomas do Coronavírus

Os principais sintomas do coronavírus podem ser facilmente confundidos com os de um resfriado normal na grande maioria dos casos.

Leve febre, garganta arranhando, coriza, secreção. Em alguns casos o paciente pode ter diarreia. A tosse seca costuma ser um sintoma importante a ser observado.

Nos casos mais graves, complicações pulmonares agravam o quadro.

Por que os pulmões?

Os pulmões parecem sofrer mais com uma infecção do coronavírus. O que se acredita até agora é que, por ser um vírus novo, a resposta imunológica a um vírus desconhecido pode ser desproporcional, fazendo com que os pulmões produzam tanta secreção que torne a respiração difícil.

Mas cabe lembrar aqui, pouquíssimas pessoas são afetadas dessa maneira.

Quem são os mais afetados?

Acredita-se que cerca de 80% dos infectados nem percebam, ou achem que estão com um simples resfriado. Mas alguns grupos são mais afetados.

Os homens tendem a ser mais afetados. O motivo ainda é investigado, mas talvez por hábitos menos saudáveis, como fumar, os homens sejam mais vulneráveis.

Os idosos, principalmente a partir dos 80 anos, correm um risco alto.

A taxa de letalidade para os que têm mais de 80 anos é de quase 15%!

Porém, entre os que tem de 0 a 39 anos, a taxa de letalidade cai drasticamente para 0,2%.

Você pode ver uma tabela com as idades e a taxa de letalidade clicando aqui.

Como se proteger?

Máscara ajuda?

Quase nada. Ajuda se você estiver doente e quiser poupar as pessoas ao seu redor. Muito nobre da sua parte, mas a enorme maioria das pessoas comprar a máscara para se proteger.

O que é perigoso, porque as máscaras comuns não impedem a passagem dos vírus, pois são muito pequenos e, com a umidade da respiração, logo perdem a pouquíssima eficácia que possuem.

Outro problema das máscara é que elas passam a sensação de estar protegido, quando na verdade não está.

Essa sensação pode fazer com que as pessoas fiquem relaxadas em relação ao que de fato ajuda que é lavar as mãos.

Lave as mãos

Sim. Sempre que possível. Se não for possível use álcool em gel.

Isso porque o vírus se propaga pelas gotículas e secreções respiratórias. A mão é a parte do corpo mais sujeita a ter contato com o vírus.

Caso não possa lavar as mãos, não pegue no rosto, principalmente na boca, olhos e nariz.

Mantenha distância

A distância aconselhada para que você se proteja de um infectado é de 1 metro. É praticamente impossível você se infectar a essa distância simplesmente pela respiração da pessoa.

Etiqueta da tosse e do espirro

A etiqueta pede para que quando você for tossir ou espirrar, o faça não na mão, mas sim arqueando o braço na altura do cotovelo.

Isso porque o espirro e a tosse aumenta a distância de transmissão, ultrapassando aquele 1 metro que mencionei anteriormente.

Espirrando e tossindo no cotovelo, a propagação é mais difícil.

Perspectivas (ver as atualizações abaixo)

Temos uma má notícia. De acordo com o comportamento do vírus até agora, tudo indica que ele vai se espalhar para todos os lugares. A quantidade de infectados tende a aumentar e muito.

Atualização: E foi exatamente o que aconteceu. Em menos de um mês, desde que escrevi esse post originalmente, os casos na Alemanha foram de 53 para 30.000!

Porém temos algumas boas novas. A primeira é que a primavera está chegando. E com ela o calor.

Esse tipo de vírus tende a enfraquecer muito sua propagação em temperaturas mais elevadas.

O que contribui é o fato de que, quando esquenta, as pessoas não ficam mais tanto tempo juntas em lugares fechados, que são os lugares facilitadores da transmissão.

Atualização: Ainda há essa esperança. Porém não se conta mais com uma diminuição drástica dos casos baseado somente na elevação da temperatura.

Outra boa notícia é que, com o vírus se espalhando rápido, a humanidade de modo geral tende a adquirir uma imunidade ao vírus.

Tecnicamente o termo é imunidade de rebanho. A humanidade é portadora de uma série de outros vírus, mas ao longo dos séculos e milênios, foi adquirindo resistência e, só aqueles com a imunidade baixa são afetados, como numa gripe comum.

Atualização: Continuamos contando com a imunidade de rebanho. Porém, a estratégia dos países agora é ganhar tempo, isolar a população para que todo mundo não fique doente de uma vez, sobrecarregando os sistemas de saúde.

Observações

Nossas informações para esse post foram tiradas de sites oficiais, principalmente do Robert Koch Institut. O site da OMS (Organização Mundial da Saúde) está com vídeos e textos bem explicativos também.

Porém, essas mesmas fontes dizem que, por se tratar de um vírus novo, que ainda está sendo pesquisado, as informações podem ser alteradas a qualquer momento.

Assim como a lista de países afetados e quantidade de infectados, os dados são bem dinâmicos.

Vou atualizando o post sempre que achar necessário.

O importante agora é evitar pânico e repassar informações corretas.

Quem sou eu: Pacelli

Economista, mas apaixonado por filosofia, literatura, história e alta cultura, resolvi estudar os temas que aprecio em casa. Sempre procuro incluir essas temáticas nos meus posts sobre Berlim e Alemanha que você encontra por aqui.

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