• Prefeitura de Berlim: vem ver porque tem tantas na cidade

    Prefeitura de Berlim: vem ver porque tem tantas na cidade

    By Pacelli on 15/02/2018

    Qual a prefeitura de Berlim?

    prefeitura de berlim

    Rotes Rathaus (prefeitura vermelha) vista de trás

    Muitos dos nossos clientes e leitores ficam com essa dúvida: onde fica o prédio da prefeitura de Berlim?

    Quando explicamos que “a prefeitura” é a Rotes Rathaus (prefeitura vermelha) todo mundo aceita.

    Mas logo depois, a gente chega num prédio ao lado, ainda maior, e diz: essa daqui também é uma prefeitura de Berlim.

    E a coisa só piora. Nos nossos passeios guiados pelos bairros da cidade, lá está, em cada um deles, mais um prédio de prefeitura.

    Finalmente, que história é essa? Onde fica “a prefeitura de Berlim” e por que existem tantas delas numa cidade só?


    A Rotes Rathaus (Prefeitura Vermelha)

    prefeitura de Berlim

    Rotes Rathaus – visão lateral

    Berlim, apesar de ser uma cidade, é também um estado.

    A Alemanha tem 16 estados, as unidades federativas, 3 delas são cidades: Berlim, Bremen e Hamburgo.

    De fato a prefeitura vermelha é a sede do prefeito de Berlim e dos Senadores, que são como os secretários no Brasil.

    A prefeitura de Berlim foi construída em tijolos vermelhos, daí seu nome, em estilo neo-renascentista. Hermann Waesemann, o arquiteto, construiu-a com janelas de arcos circulares (como pode ser visto na foto acima).

    Não foi uma construção barata, foi feita para mostrar a nova Berlim.

    Com uma torre de 74 metros, podia ser vista de praticamente toda a cidade na época. O prédio contava com nada menos do que 3 pátios internos, para que os funcionários tivessem bastante iluminação natural.

    O prédio foi construído entre 1861 e 1869, numa época de rápidas e profundas mudanças em Berlim.

    Por mais que fosse enorme, quando ele ficou pronto, o prédio já estava muito pequeno para as necessidades da complexa administração municipal.

    Nessa época, Berlim ganhava em torno de 50 mil novos moradores todos os anos!


    Revolução Industrial em Berlim

    Esse rápido crescimento deu-se por conta do processo de industrialização na Alemanha.

    Enquanto que na Inglaterra essa revolução começou mais cedo, final do século XVIII, e com um tipo de indústria mais leve, predominantemente têxtil, a Prússia já dá a largada com os setores elétrico, químico e siderúrgico.

    Foi uma industrialização mais pesada, cara e que demandava muita mão-de-obra.

    Pra saber melhor o que era a Prússia, você pode ver nosso post bem completo e didático.

    Incrível aumento populacional na cidade de Berlim

    Por conta das centenas de fábricas vindo para a capital prussiana, havia emprego pra dar e vender.

    Isso fez com que muita gente viesse pra cá em busca de uma vida melhor. Estamos falando de dezenas de milhares de pessoas todos os anos vindas tanto de outras partes da Alemanha quanto de outros países.

    Muitos poloneses, por exemplo, vieram nessa época.

    Vou só dar alguns números gerais para você ter uma ideia do boom populacional.

    De 1849 a 1871 (estabelecimento do Império Alemão) o número de moradores da cidade cresceu de 412.000 para 825.000.

    Sim, em 22 anos a população mais que dobrou!

    E não parou por aí…

    Em 1877, a agora capital do Império Alemão atingiu a marca de 1 milhão de habitantes.

    E isso para, já em 1905, atingir os 2 milhões.

    Dobrou o número,de novo, em 28 anos.


    A nova/velha prefeitura de Berlim

    prefeitura de berlim

    Antiga/Nova prefeitura de Berlim

    Pois é. Como a Prefeitura Vermelha já estava pequena quando ficou pronta, as autoridades por aqui tiveram que construir outra. Tipo o que tá acontecendo com o aeroporto de Berlim agora, hahahaha!

    E construíram logo ao lado. Por que não?

    Esse prédio é atualmente conhecido como Altes Stadthaus, antiga casa da cidade, numa tradução literal. Apesar de ser a “nova prefeitura”, já nos anos 30, pra variar, ela já estava novamente pequena.

    Outros edifícios foram construídos nas suas imediações para abrigar os funcionários para as novas demandas de Berlim.

    Berlim já era uma das maiores cidades do mundo

    Verdade. A capital alemã já passava de 2 milhões de habitantes. As demandas pelos serviços municipais aumentava.

    Daí a Altes Stadthaus foi construída ainda maior do que a Rotes Rathhaus, a prefeitura vermelha.

    Dessa vez, a torre tinha 80 metros de altura, 5 pátios internos. Sua cúpula foi baseada, assim como as duas torres da Frankfurter Tor, nas duas torres do Gendarmenmarkt, de Carl von Gontard, das Catedrais Francesa e Alemã.


    A Grande Berlim

    Bom, do final século XIX pro início do século XX Berlim cresceu, industrializou-se, enriqueceu muito, fez guerra, perdeu a Primeira Guerra, passou fome, virou capital da república, passou por guerra civil…

    Não foi fácil. Mas vieram os anos dourados, da década de 20.

    Eu até já escrevi, no post da Alexanderplatz, sobre essa década de ouro aqui em Berlim.

    E, em termos administrativos, a década de 20 começa para Berlim no dia 1 de outubro de 1920.

    É a partir dessa data que existe uma Grande Berlim.

    Foi um acordo entre políticos.

    Resumindo bastante a história, na época do Império, havia uma discordância política muito grande que impedia a fusão de Berlim e de suas cidades satélites.

    Quando o Império acaba, no finalzinho da Primeira Guerra, o partido SPD (o partido social-democrata. Eu já escrevi sobre o tema no meu post sobre as eleições na Alemanha) já tem força suficiente e aciona a fusão.

    Do dia pra noite, a Berlim são adicionadas 7 cidades vizinhas e várias dezenas de comunidades e distritos.

    Aí fica fácil, Berlim se torna a terceira maior cidade do mundo, depois de Londres e Nova Iorque.

    Isso tudo depois de uma canetada.

    Nessa época, Berlim tinha 20 “prefeituras” diferentes.


    E, finalmente, como tá hoje? Quantas prefeituras tem Berlim?

    Da queda do muro e da reunificação política do país até o ano de 2000, existiam 23 regiões administrativas, as chamadas Bezirke.

    Em 2001, algumas dessas Bezirke se fundiram e atualmente existem apenas 12 delas. Sim, cada uma com uma prefeitura e com sua administração.

    Então são 12 prefeituras e 12 bairros?

    Não exatamente. Algo mais dentro do nosso conceito de bairro, uma parcela menor de uma cidade com uma identificação própria, seria aqui o que eles chamam de Ortsteile.

    Para dar um exemplo, quando um cliente nos diz que vai ficar hospedado no Mitte, ele não está dizendo muita coisa.

    O bairro do Mitte (literalmente o meio, o centro) é enorme. Nada menos que 6 “bairros” ficam dentro dele. Mitte, Moabit, Hansaviertel, Tiergarten, Wedding e Gesundbrunnen pertencem-no.

    Aqui tem umas dicas de onde se hospedar em Berlim, dividindo por região e por características gerais.

    Outro bom exemplo é o Bezirk Pankow, que é composto por 13 Ortsteile diferentes. Somente essa parte de Berlim tem cerca de 400 mil habitantes, sendo maior do que a imensa maioria das cidades alemãs.

    Aqui nesse site tem fotos de algumas prefeituras de Berlim.


    Um adendo – a palavra Rathaus

    Só uma memória engraçada. Quando eu tava fazendo meu intercâmbio lá no sul da Alemanha no longínquo 2009, conheci vários americanos e ingleses.

    Eles diziam que quando recebiam os parentes que não falavam alemão, eles sempre riam com o nome escrito na frente das prefeituras. Para um falante nativo de inglês, Rathaus lembra imediatamente a casa dos ratos.

    Eu ria lembrando do Brasil, que no nosso caso, apesar de não haver a curiosidade linguística, a errônea tradução fazia mutias vezes sentido.

    Ah, Rathaus em alemão não tem nada a ver com rato.

    Ao menos não em termos linguísticos.

    Rat é uma palavra alemã que significa conselho. Rathaus então seria a casa do conselho, onde os mais proeminentes de uma cidade discutiriam sobre os problemas locais e sugeririam soluções.


    Fonte:

    Kleine Berlin-Geschichte – Vom Mittelalter bis zur Gegenwart. Andt Cobbers, Jaron Verlag, 2012.
    visitberlin.de(Prefeitura de Berlim)
    berlin.de (altes e neues stadthaus)
    fotos das Prefeituras


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  • Cemitério judeu da Schönhauser Allee

    Cemitério judeu da Schönhauser Allee

    By Pacelli on 06/02/2018

    Eu fiz um post há um bom tempo sobre o antigo bairro judeu de Berlim, com um roteiro e tudo. Está entre os posts mais lidos do blog. Só tenho a agradecer a você. Cheguei a incluir, entre os pontos sugeridos, o mais antigo cemitério judeu de Berlim.

    cemiterio judeu berli

    Memorial na frente do primeiro cemitério judeu de Berlim

    Esse post aqui pode ser visto como uma sugestão àqueles que já fizeram o roteiro do bairro judeu e pretendem conhecer um pouco mais da história dos judeus em Berlim.

    Então vamos lá…

    Brevíssima história dos judeus em Berlim

    Como eu já mencionei no post sobre os prédios mais antigos de Berlim, a atual capital alemã data do século XIII, lá pra 1230.

    E de fato a gente encontra confirmação de que famílias de judeus habitaram a cidade desde essa época.

    Uma das primeiras menções, diga-se de passagem, foi de uma guilda medieval proibindo  que seus membros comprassem materiais de judeus… pois é…

    A primeira grande perseguição aos judeus em Berlim aconteceu na época em que a peste negra assolou grande parte da Europa, em 1348. Muitos foram mortos enquanto que outros tiveram que abandonar suas casas.

    Em 1446, o príncipe-eleitor de Brandemburgo expulsou toda a comunidade judaica de seus domínios.

    Como pode-se perceber, a vida desses judeus estava sempre sob o arbítrio de parte da nobreza e de superstições.

    Guerra dos 30 anos e a vinda “definitiva” dos judeus

    Pretendo escrever um post exclusivo sobre a terrível guerra dos 30 anos. É um tema importantíssimo para entender a história e parte da arquitetura de Berlim. Mas enquanto o post não sai, vai aqui uma rápida explicação.

    A Guerra dos 30 anos (1618-1648) foi inicialmente uma guerra de cunho religioso entre católicos e protestantes. Do lado católico, Ferdinando II, imperador do Sacro Império. Do lado protestante, Gustav Adolph, rei da suécia.

    Essas duas potências militares lutaram ferozmente dentro da atual Alemanha. Algumas cidades alemãs da época chegaram a perder quase 90% de sua população por conta das doenças, da fome e das batalhas decorridas durante essa guerra.

    Berlim perdeu cerca de metade de sua população.

    Quando a guerra acaba, o príncipe-eleitor de Brandemburgo, visando repovoar seu território assolado pela guerra, tem a ideia de convidar grupos religiosos que estava sendo perseguidos em outras partes da Europa.

    Vieram principalmente huguenotes, protestantes franceses, assim como muitos judeus.

    Esses judeus que se mudaram para Berlim no século XVII formaram a primeira comunidade permanente daqui. Ao menos até a época do nazismo.

    Pode ver que o primeiro cemitério judeu de Berlim é exatamente dessa época, de 1672, como mostrado no post do bairro judeu.

    Cemitério judeu da Schönhauser Allee

    cemiterio judeu berlim

    Cemitério judeu da Schönhauser Allee

    Ainda no início do século XIX, a população de judeus em Berlim já começava a crescer.

    O antigo cemitério da Grosser Hamburger Strasse já não dava mais conta.

    Daí é que o cemitério judeu da Schönhauser Allee foi construído, já em 1827. Na época, bem nos limites da cidade de Berlim.

    Esse novo local tinha já na época 5 hectares. Isso correspondia a 10 vezes o tamanho do anterior.

    Na altura da unificação alemã e formação do império, em 1871, a comunidade judaica da capital era de 36 mil. Em comparação com a população total, de 820 mil, daria uns 4%.

    E há uma curiosidade. Durante o século XIX, a comunidade judaica de Berlim estava se integrando profundamente na sociedade alemã.

    De modo que, nesse cemitério, já encontramos lápides escritas em alemão. Até o século XVIII, era tudo em hebraico, como no antigo cemitério da Grosse Hamburger Strasse.

    Pessoas de destaque lá enterradas

    cemiterio judeu berlim

    Epitáfio de Joachim e Rahel Liebermann

    Na segunda metade do século XIX, a comunidade judaica de Berlim já era bem próspera e bem integrada. Não seria exagero dizer que boa parte da elite intelectual e financeira da Prússia era composta de judeus.

    E exatamente por isso que muitos judeus famosos na história alemã estão enterrados por lá.

    Max Liebermann (1847-1935) – é um dos maiores pintores impressionistas de toda Alemanha. Ele, sua esposa, e outros de sua família estão enterrados lá.

    cemiterio judeu berlim

    Lápides da família de Max Liebermann (Max Liebermann à esquerda embaixo e sua esposa, Martha, ao seu lado)

    Gerson von Bleichröder (1822-1893) – foi um dos mais importantes banqueiros do século XIX. Ficou conhecido como o banqueiro de Otto von Bismarck e chegou a ser agraciado com um título de nobreza.

    Ludwig Loewe (1837-1886) – grande empresário do ramo de maquinários. Sua empresa, Ludwig Loewe & Co produzia desde máquinas de costuras até armamentos e munições para o exército prussiano.

    Vandalismo e destruição

    Infelizmente o cemitério judeu da Schönhauser Allee sofreu severos danos durante a segunda guerra e o nazismo.

    O cemitério chegou de fato a ser bombardeado, mas não só isso o danificou.

    Durante a guerra, os nazistas pegavam quase tudo que havia que fosse feito de metal para utilizar na indústria da guerra.

    cemitério judeu Berlim

    Cemitério judeu da Schönhauser Allee

    Isso explica um pouco o porquê de na Alemanha haver relativamente poucas estátuas de bronze antigas.

    Sim, muitas foram derretidas para a fabricação de armas.

    O mesmo aconteceu com ornamentos e grades do cemitério judeu. Esse material foi retirado para o esforço de guerra. E isso, claro, sem o menor cuidado.

    Além disso, muitas das lápides foram utilizadas na defesa final de Berlim como barricadas.

    Com isso tudo somado aos bombardeios, pode-se imaginar o estado no qual o cemitério ficou.

    Ainda na época da DDR (Alemanha Oriental) também houve vários casos de vandalismo.

    Na década de 80, quando a comunidade judaica recebeu aquele terreno de volta, o trabalho para tirar a vegetação que havia crescido no local foi enorme (e essa vegetação ainda pode ser vista).

    E todo esse trabalho apenas para confirmar o estado lastimável do cemitério.

     

    Reflexões

    cemiterio judeu berlim

    Lápide ao chão

    E o interessante é notar que esse cemitério, por um breve momento, fez-me lembrar da recente história do povo judeu.

    Foi desrespeitado, agredido, parcialmente destruído. Toda essa história conturbada é percebida, mas ambos, o povo e seu cemitério, permanecem de pé, e estão lá para servir de lição para todos.

    cemiterio judeu berlim

    Umas lápides destruídas e outras em pé

    Nós fortemente recomendamos a visita não só para aqueles que se interessam por essa parte da história ou para os nossos leitores judeus.

    Sugerimos também para aqueles que estiverem fazendo um passeio pelo bairro de Prenzlauer Berg. É um pequeno desvio de poucos minutos.

    É interessante como uma visita a um cemitério pode trazer uma reflexão sobre a vida. E esse em especial.

    Aviso aos leitores homens: vocês devem cobrir a cabeça na visita a um cemitério judeu. Logo na entrada há uma caixinha com vários quipás para usar e devolver depois.

     

    Como chegar

    Schönhauser Allee 25, 10435.

    A forma mais fácil de chegar é pela estação de U2 Senefelder Platz.

    Cemitério judeu Berlim da Schönhauser Allee

    Estação de metrô da linha U2 Senefelderplatz

     

    Fonte

    Livro: Erinnerungsorte in Berlin

    Wikipedia: Vida judaica em Berlim (alemão)

    Textos presentes nos memoriais (você encontra indo até lá em inglês e em alemão)


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  • Pedras de Tropeço: conheça a singela homenagem às vítimas do nazismo nas calçadas de toda Europa

    Pedras de Tropeço: conheça a singela homenagem às vítimas do nazismo nas calçadas de toda Europa

    By Pacelli on 03/02/2018

    Apesar de já ter feito um roteiro sobre a Berlim Nazista e sobre o antigo Bairro Judeu, achei que valeria a pena ter um post somente sobre esse memorial. São as Stolpersteine, ou Pedras de Tropeço. É discreto, passa batido pra muita gente, mas é belíssimo.

    pedras de tropeço berlim

    Pedra de Tropeço em homenagem ao padre Bernhard. Essa fica atrás da Catedral de Santa Edwiges, na Französische Strasse.

    Vem ver o porquê.

    Berlim, uma cidade diferente

    As Stolpersteine ou Pedras de Tropeço, é daquelas homenagens tipicamente sutis e elegantes de Berlim.

    Como costumamos dizer, Berlim não é uma cidade óbvia, assim como vários de seus pontos turísticos e memoriais.

    E, claro, há uma razão pra isso. A recente história de Berlim é tão intensa que um mínimo deslize na construção de um local comemorativo poderia machucar muita gente. Gente que sofreu com tudo isso.

    Muitas feridas ainda estão abertas.

    Os memoriais são sutis

    É daí que vem essa ideia de instalar memoriais relacionados a essa história mais conturbada e recente de maneira sutil e discreta.

    O artista

    Gunter Demnig, nascido em 1947, é o artista idealizador das Pedras de Tropeço. Cresceu em Berlim, onde estudou artes e desenho industrial.

    Em 1996, nas calçadas do bairro de Kreuzberg, ele começou a colocar as pedrinhas homenageando vítimas do nazismo.

    Os homenageados

    Diferente do que muita gente pensa, entre os homenageados podemos encontrar não só judeus, mas também ciganos, perseguidos políticos, homossexuais e pessoas com certas doenças.

    As Pedras de Tropeço 

    As “Pedras de Tropeço”, Stolpersteine, são feitas por iniciativa de Gunter Demnig, e são colocadas na frente de onde essas pessoas moravam, ou de onde elas trabalhavam.

    Demnig busca as informações para colocar as pedras de tropeço não só em museus e arquivos, mas também falando com antigos moradores.

    Com os dados obtidos dessas fontes, ele faz a plaquinha de metal com as informações mais importantes sobre a vida de uma vítima do nazismo.

    Uma pedra costuma conter: aqui morou/trabalhou/estudou nome, data e local de nascimento, data de deportação, data e local em que foi morto, (geralmente o nome de um campo de concentração, em muitos casos, Auschwitz).

    Origem do termo

    Esse é um ponto bem curioso, que deixa o memorial ainda mais simbólico.

    Pedra de Tropeço é um termo da bíblia, do Antigo e do Novo Testamento.

    Uma pedra que faz alguém tropeçar, é vista como algo que, no longo caminho da vida, nos leva a pecar.

    A palavra da Septuaginta, bíblia hebraica traduzida para o grego antes da era cristã, para pedra de tropeço é skandalon. Em latim o termo é scandalum.

    Bom, daí já fica claro do que se trata.

    Hoje há mais de 60.000 

    pedras de tropeço berlim

    Pedras de Tropeço no Bairro Judeu, Grosse Hamburger Strasse.

    Sim. Há mais de 60 mil pedras de tropeço espalhadas por toda a Europa. A maioria delas fica na Alemanha.

    Recentemente, a Deutsche Welle (Canal internacional alemão) divulgou que a primeira pedra de tropeço foi colocada fora da Europa, em Buenos Aires.

    E aí é claro que, para pesquisar, confeccionar e instalar tantas pedras de tropeço o artista Gunter Demnig conta com muita ajuda. Muita dessa ajuda vem de estudantes, que, participando desse projeto, sentem-se mais próximos das vítimas.

    Uma homenagem polêmica

    Apesar da beleza e simbolismo dos sutis memoriais, nada disso fica imune às polêmicas. Como quase tudo que toca nesse tema.

    Muita gente critica as pedras de tropeço porque, como muita gente não as vê, elas acabam sendo pisadas. Como se esse ato fosse uma forma de desprezo e indiferença.

    Por outro lado, muitos dizem que, ao parar e olhar para baixo para ler o que está escrito nelas, todos são “obrigados” a se curvar e prestar uma reverência. Esse seria um ato respeitoso àquelas vítimas homenageadas.

    As pedras de tropeço têm gerado problemas até mais sérios. Muitos proprietários de imóveis temem que seus apartamentos sejam desvalorizados por conta da homenagem.

    Já houve, inclusive, ameaças de processos judiciais. Até onde isso foi, eu não sei.

    Mas eu diria, sem medo de errar, que a esmagadora maioria das pessoas gosta.

    É sempre legal estar passeando pela cidade e ver alguém se abaixando, quase que do nada, para ler o que está escrito na pedrinha.

    E, logo depois de ler, o passante olha para o prédio em frente, imaginando a vida daquela pessoa, tão prejudicada e interrompida, que morava ali. E de repente nos sentimos tão próximos dessas vítimas.

    Poderia ter sido conosco.

     

     

    Fonte

    Wikipedia: Breve explicação do termo Pedra de Tropeço

    Deutsche Welle: Primeira pedra de tropeço fora da Europa

    Livro: Erinnerungsorte in Berlin

     


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